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Resistividade Elétrica e SEV em Olinda: Mapeamento Geofísico para Obras

Entre o Sítio Histórico e o litoral de Casa Caiada, o subsolo de Olinda muda radicalmente em poucos metros. De um lado, aterros sobre mangue; do outro, a Formação Barreiras com arenitos ferruginosos. A Sondagem Elétrica Vertical lê essa diferença. Em vez de furar às cegas, injetamos corrente contínua no terreno e medimos a resistividade em profundidade. O resultado revela camadas de argila orgânica, lentes de areia e o topo do embasamento resistivo. Para projetos de aterramento elétrico próximos à maresia, combinamos a SEV com a permeabilidade in situ e evitamos surpresas na condutividade do solo. A norma ABNT NBR 7117 orienta os parâmetros de medição que seguimos em cada campanha.

A resistividade não é um número fixo: em Olinda, a mesma camada de arenito varia de 500 a 2000 Ω·m conforme o grau de saturação e salinidade.

Metodologia e escopo

O erro clássico em Olinda é cravar estacas metálicas sem SEV e depois descobrir um bolsão de argila marinha a 6 metros de profundidade. A corrosão começa silenciosa. Com os arranjos Schlumberger e Wenner, nosso eletrorresistivímetro registra variações de resistividade aparente que indicam a agressividade do meio. Processamos os dados no software Res2Dinv e geramos seções geoelétricas calibradas com furos de sondagem. A interpretação estratigráfica segue os critérios da ABNT NBR 15935. O equipamento compensa automaticamente o efeito da polarização induzida, comum em solos com matéria orgânica dos manguezais aterrados do litoral olindense.
Resistividade Elétrica e SEV em Olinda: Mapeamento Geofísico para Obras

Contexto geotécnico local

A geologia costeira de Olinda é traiçoeira. A planície litorânea é formada por sedimentos quaternários flúvio-marinhos com intercalações de argila mole orgânica e areia fina saturada. A condutividade elétrica dessas camadas é altíssima. Sem uma SEV bem calibrada, o projetista superestima a resistividade do solo e subdimensiona o sistema de aterramento. O resultado é um potencial de passo acima do limite de segurança. Em terrenos próximos ao Carmo, onde o lençol freático está a menos de 2 metros de profundidade, a leitura deve considerar a variação sazonal da cunha salina. Nosso procedimento inclui medições em diferentes estações para garantir a envoltória crítica de projeto.

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Normas técnicas vigentes

ABNT NBR 7117 – Medição da resistividade e determinação da estratificação do solo, ABNT NBR 15935 – Investigações geológico-geotécnicas – Sondagem elétrica vertical, ABNT NBR 5419 – Proteção contra descargas atmosféricas (SPDA)

Serviços técnicos vinculados

01

Sondagens SPT

Perfuração com cravação do amostrador padrão para correlacionar a estratigrafia geoelétrica com a resistência à penetração real do solo.

02

Ensaios de Permeabilidade

Medimos a condutividade hidráulica in situ para entender o fluxo da cunha salina e seu impacto na resistividade de projeto.

03

Dimensionamento de Malha de Aterramento

A partir do modelo geoelétrico, calculamos a resistência de malha, tensões de passo e toque conforme NBR 15751.

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
Arranjos utilizadosSchlumberger, Wenner, Dipolo-Dipolo
Profundidade de investigaçãoAté 200 m com abertura AB adequada
Resistividade em arenito Barreiras500 – 2000 Ω·m
Resistividade em argila orgânica1 – 20 Ω·m
Tempo médio de aquisição por SEV30 a 45 minutos por ponto
Norma de referênciaABNT NBR 7117 e NBR 15935
Correção aplicadaPolarização induzida em solos com matéria orgânica

Perguntas e respostas

Qual o custo de uma campanha de SEV em Olinda?

O investimento para uma campanha de Sondagem Elétrica Vertical em Olinda varia entre R$1.560 e R$2.790, dependendo do número de pontos de investigação, da abertura máxima dos eletrodos e da necessidade de correlação com sondagens mecânicas.

Quantos pontos de SEV são necessários para um projeto de aterramento?

Em terrenos com geologia variada como Olinda, recomendamos no mínimo três SEVs distribuídas na área da malha. A abertura AB deve atingir o dobro da maior dimensão prevista para a malha de terra.

A maresia de Olinda interfere na medição?

A maresia acelera a oxidação dos eletrodos, mas não invalida a leitura. Usamos eletrodos de aço inoxidável e compensamos a resistência de contato com gel bentonítico salino nos solos mais secos do alto da Sé.

Qual arranjo é mais indicado para solos com camadas finas de argila?

O arranjo Wenner é mais sensível a variações laterais, enquanto o Schlumberger resolve melhor camadas horizontais finas. Em Olinda, onde intercalações de argila orgânica são comuns, costumamos usar ambos para validar o modelo.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Olinda e arredores.

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