Olinda cresceu sobre colinas sedimentares e mangues aterrados. A cidade histórica expandiu seus bairros periféricos sobre terrenos onde o lençol freático está a poucos metros da superfície. Isso fez de cada escavação um potencial problema hidráulico. O ensaio de permeabilidade in situ virou item obrigatório em qualquer obra que lide com rebaixamento de aquífero ou infiltração. A geologia local alterna entre areias finas de restinga e argilas orgânicas moles. Sem um perfil real de condutividade hidráulica, dimensionar um sistema de drenagem é puro chute. Nossa equipe executa os procedimentos Lefranc e Lugeon seguindo os critérios da ABNT NBR 16207. O resultado é um dado direto do subsolo olindense, sem extrapolações de laboratório que mascaram a realidade do fluxo subterrâneo.
A condutividade hidráulica medida in situ elimina o fator de segurança empírico e reduz o custo do sistema de drenagem.
Metodologia e escopo
Contexto geotécnico local
O ensaio Lugeon usa um obturador inflável descido pelo furo de sondagem. O equipamento sela um trecho isolado da rocha. A água é injetada em estágios de pressão crescente. Em Olinda, o cuidado maior está nos trechos de transição entre solo residual e rocha alterada. A calha do Beberibe e os morros da Sé têm perfis de alteração profunda. Se o obturador não veda direito nessa zona, o dado sai contaminado. A leitura de fluxo fica artificialmente alta. O engenheiro conclui que a rocha é muito permeável. Na verdade, a água escapou pelo anular do furo. Nossa equipe inspeciona o testemunho de sondagem antes de cada manobra. O posicionamento do obturador é definido centímetro a centímetro. Isso evita retrabalho e garante um valor de UL que realmente representa a fratura analisada.
Recurso em vídeo
Normas técnicas vigentes
ABNT NBR 16207: Ensaios de permeabilidade em maciços rochosos, ABNT NBR 6484: Sondagens de simples reconhecimento com SPT, ABNT NBR 6502: Rochas e solos – Terminologia
Serviços técnicos vinculados
Ensaio Lefranc em Furo de Sondagem
Medição direta da permeabilidade em solos saturados. Ideal para dimensionar sistemas de rebaixamento do lençol freático em obras no litoral de Olinda.
Ensaio Lugeon em Maciço Rochoso
Avalia a permeabilidade de fraturas em rocha. Usado em fundações de pontes e contenções nos morros da cidade. O resultado sai em unidades Lugeon.
Perfil Hidrogeológico Completo
Integração dos dados de permeabilidade com a estratigrafia local. Gera o modelo conceitual de fluxo necessário para projetos de drenagem profunda.
Parâmetros típicos
Perguntas e respostas
Qual a diferença entre o ensaio Lefranc e o Lugeon?
O Lefranc mede a permeabilidade em solos granulares ou coesivos saturados usando carga constante ou variável. O Lugeon é específico para maciços rochosos fraturados e mede a absorção de água sob pressão em um trecho isolado do furo.
Qual o custo de um ensaio de permeabilidade in situ em Olinda?
O valor fica entre R$1.570 e R$2.880. A variação depende da profundidade do trecho ensaiado e da quantidade de estágios de pressão no método Lugeon. O custo inclui mobilização de equipe e bomba de injeção.
Em que fase da obra devo executar o ensaio de permeabilidade?
O ideal é na fase de investigação geotécnica preliminar. Se a sondagem SPT indicar aquífero raso, já emendamos o ensaio Lefranc no mesmo furo. Isso economiza mobilização e agiliza o cronograma do projeto.
O ensaio Lugeon pode ser feito em qualquer tipo de rocha?
Sim. O mais importante é a qualidade do furo. A parede precisa estar estável para o obturador vedar. Em rochas muito fraturadas, usamos obturadores de lona para adaptar à irregularidade do furo e evitar vazamentos pelo anular. Mais info.
