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Olinda, Brasil
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Sondagem a trado (calicata) em Olinda

Em Olinda, a gente vê com frequência projetos que subestimam a variabilidade do solo nos primeiros metros. A cidade não é só ladeira e patrimônio histórico; ela se espalha sobre a Formação Barreiras e sedimentos flúvio-marinhos, com uma transição brusca entre o arenito dos morros e os aluviões moles da planície costeira. A sondagem a trado entra aí como uma ferramenta de reconhecimento rápido, que nos permite coletar amostras indeformadas do solo superficial antes de qualquer ensaio mais pesado. Nossa equipe leva o trado manual para dentro dos terrenos apertados do Sítio Histórico e também para os loteamentos em Ouro Preto, sempre respeitando a logística complicada das ladeiras. Com a coleta, conseguimos identificar a espessura de aterros antigos e a presença de matéria orgânica, informação que depois casamos com ensaios como a granulometria para definir o perfil do terreno. É o primeiro passo para evitar surpresas na escavação e dimensionar a fundação com o pé no chão, literalmente.

A experiência em Olinda nos mostra que pular essa etapa de reconhecimento é arriscar retrabalho. O solo superficial nos morros costuma ser mais seco e laterítico, enquanto na baixada a água aparece cedo e o material é bem mais compressível. A sondagem a trado nos dá esse panorama com agilidade. Quando o furo manual atinge o impenetrável no arenito, já sabemos que dali para baixo a história muda, e muitas vezes complementamos a investigação com um ensaio de SPT para atingir a cota de projeto.

Nos morros de Olinda o impenetrável ao trado define o topo rochoso em poucos metros; na planície, a água freática aparece antes de um metro e muda toda a estratégia de amostragem.

Metodologia e escopo

O equipamento que usamos em Olinda é o trado helicoidal e o trado concha, ambos com diâmetro variando entre 4 e 6 polegadas, acoplados a hastes de aço de um metro. A cravação é manual, com torque aplicado por dois operadores, e o avanço em solo seco nos morros chega a ser rápido, às vezes mais de metro por hora. Na planície, com o lençol freático quase aflorante, o trabalho fica mais lento porque a cada retirada do trado a parede do furo tende a desmoronar; aí estabilizamos com o revestimento cravado simultaneamente. As amostras são coletadas a cada metro ou a cada mudança de horizonte, embaladas em sacos plásticos identificados e enviadas ao laboratório. Seguimos a ABNT NBR 9603 para cravação e coleta, e a ABNT NBR 9604 para descrição tátil-visual. O que mais vemos na zona do Carmo e em Casa Caiada é aterro de demolição com restos de cerâmica e concha — material completamente heterogêneo que a sondagem a trado expõe com clareza.

Sondagem a trado (calicata) em Olinda

Contexto geotécnico local

O crescimento de Olinda nas últimas décadas empurrou a ocupação para áreas de mangue aterrado e encostas com cortes verticais. Um erro clássico que encontramos é a cimentação direta sobre aterro não controlado, comum nos bairros que margeiam o Canal da Malária e o Rio Beberibe. Esse aterro, às vezes com mais de dois metros de espessura, esconde bolsões de lixo e matéria orgânica que a sondagem a trado revela na descrição das amostras. Se o engenheiro de fundações não vê esse pacote, a sapata pode ser apoiada sobre material podre, gerando recalques diferenciais graves. Outro risco é a falsa impressão de solo competente nos morros: o arenito da Formação Barreiras, quando úmido, perde resistência rapidamente. A sondagem a trado, por ser manual e de baixo custo, permite multiplicar os pontos de investigação e mapear a variabilidade lateral do aterro, coisa que um furo isolado de SPT não consegue capturar sozinho. Ignorar essa etapa é assumir um passivo geotécnico que depois aparece em trincas nas alvenarias.

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Normas técnicas vigentes

ABNT NBR 9603:2015 - Sondagem a trado - Procedimento, ABNT NBR 9604:2016 - Abertura de poço e trincheira de inspeção em solo, com retirada de amostras deformadas e indeformadas - Procedimento, ABNT NBR 6484:2001 - Solo - Sondagens de simples reconhecimento com SPT - Método de ensaio

Serviços técnicos vinculados

01

Sondagem a trado com coleta de amostras

Execução de furos manuais nos morros e na planície de Olinda, com coleta de amostras deformadas a cada metro. Relatório com perfil descritivo conforme ABNT NBR 9604 e registro fotográfico.

02

Granulometria por peneiramento e sedimentação

Ensaio de laboratório para determinar a curva granulométrica do solo coletado. Fundamental para classificar os sedimentos aluviais da baixada de Olinda e os solos lateríticos dos morros.

03

Limites de Atterberg

Determinação dos limites de liquidez e plasticidade nas amostras de aterro e solo superficial. Ajuda a prever o comportamento do solo quando exposto à umidade, crítico no clima quente e úmido de Olinda.

04

Investigação complementar com SPT

Quando o trado atinge o impenetrável nos arenitos da Formação Barreiras, complementamos com sondagem SPT mecanizada para avançar na rocha alterada e medir o NSPT.

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
Diâmetro do trado100 mm a 150 mm (4 a 6 pol)
Profundidade típica em solo moleAté 5 metros
Profundidade máxima em secoAté 12 metros
Norma de coletaABNT NBR 9603
Norma de descriçãoABNT NBR 9604
Número de operadores2 técnicos treinados
Intervalo de amostragemA cada metro ou mudança de camada
Tipo de amostraDeformada (amolgada)

Perguntas e respostas

Qual a profundidade máxima que a sondagem a trado atinge em Olinda?

Depende do local. Nos morros, sobre o arenito da Formação Barreiras, o impenetrável ao trado costuma aparecer entre 2 e 4 metros. Já na planície, em solo mole aluvial, conseguimos descer até 5 ou 6 metros, mas o lençol freático alto exige revestimento e pode limitar o avanço.

Qual o custo de uma sondagem a trado em Olinda?

O valor fica entre R$1.250 e R$2.120, variando conforme a quantidade de furos, a profundidade de cada um e a dificuldade de acesso ao terreno. Terrenos de ladeira no Sítio Histórico ou áreas de mangue aterrado costumam exigir mais tempo de execução e impactam no preço final.

Em que tipo de terreno a sondagem a trado é mais indicada?

É ideal para reconhecimento de solo superficial, principalmente onde há suspeita de aterro ou camada orgânica. Em Olinda, usamos muito nos terrenos da planície costeira e nos bairros com histórico de aterro sobre mangue, como Salgadinho e parte de Casa Caiada.

A sondagem a trado substitui a sondagem SPT?

Não. A sondagem a trado é um reconhecimento preliminar, excelente para mapear aterros e coletar amostras do solo superficial, mas não mede a resistência à penetração (NSPT) nem atinge as profundidades de projeto de fundações profundas. Em Olinda, a dupla trado + SPT é a combinação que mais recomendamos.

Quanto tempo leva para executar e entregar o relatório?

A execução em campo leva de um a dois dias para uma campanha típica de quatro furos. As amostras seguem para o laboratório e o relatório com os perfis descritivos fica pronto em até cinco dias úteis após a coleta.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Olinda e arredores.

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